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massas tradicionais italianas

Curiosidades sobre a culinária italiana

Existem muitas curiosidades sobre a culinária italiana. A Itália é um mundo culinário à parte, que pulsa com orgulho suas raízes, bem como suas tradições, as quais podem ser percebidas ao longo de todo o território italiano. Ou seja, a grande questão não é como conhecer a culinária italiana, mas sim, o quanto você conseguirá conhecer ao fazer uma viagem gastronômica pela Itália, que vai muito além da sua autêntica pizza.

Sem dúvida, existe muito a ser abordado e isso faria nosso texto extremamente cansativo. Por isso, neste artigo falaremos de uma forma resumida sobre alguns pontos interessantes da tradicional culinária do país da bota.

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Boa comida

Fora as belezas naturais, pontos turísticos históricos, arte e cultura, sem dúvida a gastronomia é um dos atrativos que mais levam pessoas de fora da Itália para este país europeu. Considerada por muitos como a capital mundial da culinária, a Itália é, de fato, uma arca do tesouro para aqueles que amam uma boa comida.

Se a sua visita ocorrer durante o verão ou primavera, por exemplo, você encontrará os melhores vegetais e frutas. Não deixe de experimentar as doces cerejas de Vignola, cidade que fica na região de Emilia-Romagna. Por outro lado, no outono, acontece um verdadeiro festival de cogumelos. Os mais procurados e apreciados são os da espécie porcini (fungo porcino, na Itália), que invadem os mercados locais e são encontrados em vários pratos culinários.

Nas regiões montanhosas do país, é comum encontrar uma maior variedade de queijos e outros pratos que aquecem o corpo, como por exemplo polentas e carnes cozidas no vinho tinto. As cidades mais famosas, as quais estão sempre no roteiro daqueles que partem em uma viagem gastronômica pela Itália são: Florença, Veneza, Nápoles, Roma, MilãoBolonhaGênova, Parma, Palermo e Cagliari.

 

Uma breve história sobre a autêntica pizza italiana

a verdadeira pizza napolitana - viagem gastronômica - autêntica pizza italiana
O tomate só foi introduzido na cozinha italiana, bem como nas pizzas, a partir do final do século 18

Sem dúvida, quando pensamos em pizzas e massas, o país logo nos vem à cabeça. Somente na Itália existem mais de 30 mil pizzarias, que juntas ostentam uma produção anual equivalente a 45 pizzas para cada italiano.

A pizza, em sua forma mais básica, possui uma longa história pela região do Mediterrâneo. Diversas culturas antigas, incluindo os gregos e os fenícios, já comiam uma espécie de massa plana, feita de farinha e água. A massa era assada em pedra quente e temperada com ervas. Não era bem o que nós chamamos de pizza hoje, já que se assemelhava mais com uma focaccia. Estas “pizzas primitivas” eram apreciadas desde Roma até o Egito, passando até mesmo pela Babilônia.

Durante a Idade Média, estas pizzas começaram a ganhar um toque mais moderno, em termos de aparência e sabor. Os camponeses começaram a usar os ingredientes que tinham em mãos, e cobriam a massa com azeite de oliva e ervas. Com a introdução do leite de búfalo na Itália, a pizza ganhou uma nova dimensão, já que começava a intensa produção do queijo mozzarella na região. Hoje, o uso da mozzarella de búfala na pizza italiana é absolutamente insubstituível.

O interessante nesta história é que o tomate só foi introduzido na cozinha italiana, bem como nas pizzas, a partir do final do século 18. Antes disso, pensava-se que o fruto era venenoso, e o mesmo era cultivado apenas de modo decorativo. A partir do momento que a população do país implementou o uso do tomate como alimento, sem dúvida a cozinha italiana nunca mais foi a mesma.

O começo das Pizzerias

Ao passo que a popularidade das pizzas aumentava, comerciantes que vendiam pizzas nas ruas, principalmente em Nápoles, começaram a abrir estabelecimentos. Nestes locais, as pessoas podiam até mesmo pedir pizzas customizadas, bem como com coberturas variadas. Em 1830, a Antica Pizzeria Port’Alba, em Nápoles, se tornou a primeira “verdadeira pizzaria”. Atualmente, o estabelecimento, que se orgulha de ter sido a primeira pizzaria do mundo, ainda produz pizzas, as quais são consideradas verdadeiras obras de arte.

Curiosidade: a popular pizza Margherita ganhou este nome em homenagem à rainha Margherita da Itália, que em 1889, visitou a Pizzeria Brandi, também em Nápoles.

Pizza Verace Napoletana

Desde 2010, o estilo de pizza napolitana, ou Pizza Verace Napoletana, como é chamada, é uma especialidade tradicional garantida. Seus ingredientes são controlados e regulados por lei, assim como seu formato, a forma de preparo da massa e corte.

A autêntica pizza italiana, a pizza Margherita, pode ter definido o padrão a ser seguido. Porém, existem diversas outras variedades de pizza atualmente na Itália. As principais são:

  • Marinara: coberta com orégano, anchovas e bastante alho.
  • Capricciosa: cogumelos, presunto, alcachofras, azeitonas e ovos.
  • Pugliese: alcaparras e azeitonas.
  • Veronese: cogumelos e presunto.

Na Sicília, as coberturas das pizzas também são variadas. Em geral, utiliza-se azeitonas verdes, frutos do mar, ovos cozidos e ervilhas.

Não são muitas as nações que podem dizer que seu “prato nacional” seja um fenômeno mundial. Contudo, na Itália, a pizza se diferencia em duas categorias: pizza italiana e o restante do mundo. Isto pode parecer bobagem, considerando que a pizza é um alimento com ingredientes tão básicos. Entretanto, uma vez que você experimenta a autêntica pizza italiana, nunca mais sentirá o mesmo sabor em nenhum outro lugar.

Curiosidade: desde 1985, o Dia da Pizza é comemorado no dia 10 de julho no Brasil. Obviamente, costumamos comemorar esta data comendo, claro, muita pizza!

Massas tradicionais de cada região da Itália

Obviamente, a culinária italiana não se resume apenas às deliciosas pizzas. A identidade culinária da Itália pode ser um tanto difícil de ser definida. O macarrão, sem dúvida, é parte integrante no que se refere à personalidade gastronômica do país. De fato, o macarrão é uma comida extremamente versátil, que costuma ir bem com praticamente tudo – vegetais, almôndegas, frutos do mar – além de combinar com os mais variados tipos de molho.

Linguine, fettuccine, penne, spaghetti, tortellini… as opções são infinitas. De acordo com especialistas no assunto, hoje existem mais de 600 tipos diferentes de macarrão. Entretanto, as discussões sobre qual tipo de macarrão é o melhor costumam ser bastante acaloradas. Esteja na Europa ou na Ásia, você encontrará amantes de macarrão em todos os lugares.

Cada região do país tem sua própria tradição no que se refere a macarrões e massas em geral, como você pode ver no mapa abaixo, criado pelo site tasteatlas.com:

mapa de massas tradicionais por região da Itália

Um fato bastante curioso é que, como podemos ver no mapa acima, existe uma certa peculiaridade com relação ao Fettuccine Alfredo – um talharim cortado fino (chamado de fettuccine em Roma), envolvido com uma quantidade generosa de manteiga e parmesão ralado fresco. Sem dúvida, é um prato muito famoso e um dos mais pedidos nos restaurantes internacionais. Porém, surpreendentemente, o Fettuccine Alfredo não é nem um pouco popular entre os próprios italianos.

Conta a história que, em 1908, um italiano chamado Alfredo Di Lelio criou este delicioso prato para sua esposa. Alguns anos depois, Alfredo o inseriu no cardápio de seu restaurante em Roma, que era frequentado por muitos políticos e personalidades. Além disso, na década de 1950, Roma era palco das maiores produções cinematográficas hollywoodianas. A cidade fervilhava com artistas internacionais e paparazzis por todos os lados. Diversas celebridades, como por exemplo Audrey Hepburn e até mesmo Jimi Hendrix, foram até o restaurante do Alfredo para provar o fantástico fettuccine.

O prato hoje faz parte do patrimônio gastronômico tradicional da Itália. É difícil dizer o motivo pelo qual o Fettuccine Alfredo não tenha se tornado popular entre os italianos. Provavelmente seja porque o mesmo era servido em grande parte para a alta sociedade, além de ter se tornado extremamente turístico. Muitas pessoas costumam planejar uma viagem para a Itália, principalmente para Roma, somente pelo prazer de degustar o Fettuccine Alfredo.

Colocando a mão na massa

aprendendo a fazer massa caseira
Ao viajar para a Itália, agende uma aula culinária e coloque, literalmente, a mão na massa

O povo italiano se acostumou a fazer macarrão com suas avós (ou nonnas, em italiano). Em um passado não tão distante, fazer a massa à mão era um verdadeiro ritual diário.

Contudo, grande parte das pessoas não possui mais tempo suficiente para fazer massa fresca todos os dias. Deste modo, muitos acabam comprando massas prontas, deixando para fazer da forma artesanal eventualmente, em eventos de família e feriados.

Mas, para a nossa sorte, é possível fazer uma viagem para a Itália e aprender tudo sobre a arte de fazer uma boa massa caseira “diretamente na fonte”, ou até mesmo a autêntica pizza italiana. Além disso, há outras opções, como por exemplo workshops voltados para a confeitaria. Repleta de ingredientes como pistaches, amêndoas e chocolates, por exemplo, a confeitaria italiana também é conhecida pela simplicidade de seu preparo. Sem dúvida, as aulas se tornam uma experiência prazerosa, bem como divertida – além de deliciosa!

Quer fazer uma viagem gastronômica para a Itália? Anote aí:

  • Não deixe de experimentar a pizza de Nápoles.
  • Deguste uma macarronada na região de Emilia-Romagna.
  • Siga a trilha em direção à Toscana e delicie-se com comidas e vinhos incríveis da região.
  • Visite o sul do país e faça uma imersão no lado rústico da gastronomia italiana.
  • Experimente os clássicos italianos em Roma.
  • Na Sicília, mergulhe em uma mistura de sabores do Mediterrâneo.
  • Para se refrescar, peça um delicioso e cremoso gelato.

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